Teoria do Processamento da Informação SocialJ. Walther (1992) sugere que os utilizadores de comunicação mediada por computador (CMC), que tendo as mesmas necessidades de comunicação interpessoal em contexto de CMC ou em contexto de comunicação face-a-face, encontram estratégias alternativas de comunicação relacional através dos media electrónicos, que permitem a transmissão de informação social entre as pessoas (informação tal como status, afiliação, satisfação, afinidade e atracção interpessoal). Contudo a velocidade da troca de mensagens é mais baixa do que na interacção face-a-face (especialmente quando se usa comunicação assíncrona). Logo a transmissão da informação social é mais lenta durante a CMC do que a interacção face-a-face. Walther acredita que com o tempo haverá progressão e desenvolvimento da comunicação relacional. Como forma de analisar esta variável, Walther, Anderson e Park (1994) desenvolveram alguns trabalhos experimentais e mostram, que com o tempo a quantidade de informação social comunicada utilizando CMC converge com a quantidade de informação social transmitida verbalmente na comunicação face-a-face. Também Walther (1995) fez um estudo em que pretendia concluir que, o comportamento social seria maior nos grupos face-a-face do que nos grupos CMC durante um determinado período mas que essas diferenças se atenuariam com o tempo. Walther (1995) clarificou assim que a comunicação CMC era significativamente mais social do que a comunicação face-a-face e os desenvolvimentos com o tempo não iam na direcção esperada na maior parte dos casos. Após a leitura do texto de J. Walther sobre a Teoria do Processamento da Informação Social e partindo do pressuposto que a linguagem se refere à capacidade de receber, interpretar e emitir informações para o ambiente, logo a habilidade linguística é desenvolvida de forma integrada com os processos cognitivos e à medida que as funções mentais se desenvolvem e se tornam mais complexas, a linguagem vai ampliando seus recursos, dei comigo a pensar, não será a comunicação mediada por computador apenas mais uma expressão da linguagem, mas esta sim rica em processos cognitivos, dada a variedade de possibilidades, intervenientes, contexto e meios? O Modelo da Identidade Social
Walther acrescentou à variável tempo a variável Identidade Social tal como foi proposta pelo modelo SIDE (“Social Identity model of Deindividuation”) (Spears & Lea, 1992), este defendia que o sentido de pertença ao grupo ou de “imersão perceptiva” no grupo pode ser atingido através de uma identidade social partilhada entre os membros do grupo não sendo as relações interpessoais entre os membros cruciais para o estabelecimento da presença social.
Ao pertencermos ou nos identificarmos com um grupo, não necessitamos de nos encontrar face-a-face, e como afirmam Rogers & Lea (2005) “a ausência de pistas não verbais em ambientes de comunicação mediada por computador pode de facto aumentar, e não diminuir, a presença social em contextos de grupos” (op.cit. p. 152), ou seja as diferenças entre os membros do grupo tornam-se menos visíveis.
Dei comigo a pensar na palavra "Facebook" e no facto de sempre me ter questionado, como é possível esta Rede Social ter chegado onde chegou... O Facebook é o expoente máximo de partilha de identidade pessoal, e fica claro para mim a sua dimensão através da leitura deste texto.
Resolvi deixar 2 vídeos que achei bastante interessantes, e representam dois pontos de vista distintos quanto a esta questão.
Teoria do Processamento da Informação SocialJ. Walther (1992) sugere que os utilizadores de comunicação mediada por computador (CMC), que tendo as mesmas necessidades de comunicação interpessoal em contexto de CMC ou em contexto de comunicação face-a-face, encontram estratégias alternativas de comunicação relacional através dos media electrónicos, que permitem a transmissão de informação social entre as pessoas (informação tal como status, afiliação, satisfação, afinidade e atracção interpessoal).
Contudo a velocidade da troca de mensagens é mais baixa do que na interacção face-a-face (especialmente quando se usa comunicação assíncrona). Logo a transmissão da informação social é mais lenta durante a CMC do que a interacção face-a-face. Walther acredita que com o tempo haverá progressão e desenvolvimento da comunicação relacional.
Como forma de analisar esta variável, Walther, Anderson e Park (1994) desenvolveram alguns trabalhos experimentais e mostram, que com o tempo a quantidade de informação social comunicada utilizando CMC converge com a quantidade de informação social transmitida verbalmente na comunicação face-a-face.
Também Walther (1995) fez um estudo em que pretendia concluir que, o comportamento social seria maior nos grupos face-a-face do que nos grupos CMC durante um determinado período mas que essas diferenças se atenuariam com o tempo.
Walther (1995) clarificou assim que a comunicação CMC era significativamente mais social do que a comunicação face-a-face e os desenvolvimentos com o tempo não iam na direcção esperada na maior parte dos casos.
Após a leitura do texto de J. Walther sobre a Teoria do Processamento da Informação Social e partindo do pressuposto que a linguagem se refere à capacidade de receber, interpretar e emitir informações para o ambiente, logo a habilidade linguística é desenvolvida de forma integrada com os processos cognitivos e à medida que as funções mentais se desenvolvem e se tornam mais complexas, a linguagem vai ampliando seus recursos, dei comigo a pensar, não será a comunicação mediada por computador apenas mais uma expressão da linguagem, mas esta sim rica em processos cognitivos, dada a variedade de possibilidades, intervenientes, contexto e meios?
O Modelo da Identidade Social
Walther acrescentou à variável tempo a variável Identidade Social tal como foi proposta pelo modelo SIDE (“Social Identity model of Deindividuation”) (Spears & Lea, 1992), este defendia que o sentido de pertença ao grupo ou de “imersão perceptiva” no grupo pode ser atingido através de uma identidade social partilhada entre os membros do grupo não sendo as relações interpessoais entre os membros cruciais para o estabelecimento da presença social.
Ao pertencermos ou nos identificarmos com um grupo, não necessitamos de nos encontrar face-a-face, e como afirmam Rogers & Lea (2005) “a ausência de pistas não verbais em ambientes de comunicação mediada por computador pode de facto aumentar, e não diminuir, a presença social em contextos de grupos” (op.cit. p. 152), ou seja as diferenças entre os membros do grupo tornam-se menos visíveis.
Dei comigo a pensar na palavra "Facebook" e no facto de sempre me ter questionado, como é possível esta Rede Social ter chegado onde chegou...
O Facebook é o expoente máximo de partilha de identidade pessoal, e fica claro para mim a sua dimensão através da leitura deste texto.
Resolvi deixar 2 vídeos que achei bastante interessantes, e representam dois pontos de vista distintos quanto a esta questão.